Datacenter em Fortaleza: A Porta de Entrada do Brasil para o Mundo
Quando se fala em conectividade internacional no Brasil, Fortaleza é o nome que aparece primeiro. A capital do Ceará abriga o maior ponto de aterrissagem de cabos submarinos da América do Sul, conectando o país diretamente a Estados Unidos, Europa e África através de múltiplos sistemas de fibra óptica submarina.
A Huge Networks mantém presença no Globenet CLS, em Fortaleza — um datacenter estratégico que funciona como ponto de acesso direto a essa infraestrutura submarina.
A geografia como vantagem competitiva
Fortaleza está posicionada no ponto mais próximo do Brasil em relação à América do Norte e Europa. Essa posição geográfica não é um detalhe: ela reduz a distância física que os dados precisam percorrer, o que impacta diretamente a latência.
Os principais cabos submarinos que passam por Fortaleza incluem:
- Monet — conecta Fortaleza a Miami (EUA), com capacidade de mais de 60 Tbps
- SACS (South Atlantic Cable System) — liga Fortaleza a Luanda (Angola), criando uma rota direta Brasil-África
- EllaLink — conecta Fortaleza a Sines (Portugal), estabelecendo a primeira rota direta de baixa latência entre Brasil e Europa, sem passar pelos EUA
- Equiano — cabo do Google que aterrissa em Fortaleza, conectando à África do Sul e Europa
Essa concentração de cabos faz de Fortaleza um ponto de troca de tráfego internacional estratégico. Para empresas que precisam servir mercados na América do Norte, Europa ou África, ter tráfego roteado via Fortaleza pode significar uma redução de 20 a 40 ms na latência em comparação com rotas tradicionais que passam por São Paulo.
Globenet CLS: infraestrutura no ponto de aterrissagem
O datacenter Globenet CLS (Cable Landing Station) não é um datacenter convencional — ele está literalmente no ponto de aterrissagem dos cabos submarinos. Isso elimina saltos adicionais de rede entre a infraestrutura e a fibra submarina.
Para a Huge Networks, estar no Globenet CLS significa:
- Acesso direto aos sistemas de cabos submarinos sem intermediários
- Latência mínima para destinos internacionais
- Diversidade de rotas — múltiplos cabos com destinos diferentes reduzem o risco de dependência de uma única rota
- Capacidade de scrubbing DDoS próxima ao ponto de entrada do tráfego internacional
O papel de Fortaleza na mitigação DDoS
A maioria dos ataques DDoS volumétricos direcionados ao Brasil origina-se fora do país. Ter capacidade de mitigação em Fortaleza — no ponto de entrada do tráfego internacional — permite filtrar ataques antes que eles percorram toda a infraestrutura terrestre até São Paulo.
Essa estratégia de mitigação distribuída é parte da arquitetura da Huge Networks: em vez de concentrar toda a capacidade de scrubbing em um único ponto, distribuímos a filtragem pelos pontos onde o tráfego entra na rede brasileira. O resultado é uma resposta mais rápida e menor impacto no tráfego legítimo.
Para quem esse datacenter é indicado
- ISPs do Norte e Nordeste que precisam de conectividade internacional com menor latência
- Empresas com operações globais que servem mercados na Europa, EUA ou África a partir do Brasil
- CDNs e provedores de conteúdo que buscam pontos de presença próximos à infraestrutura submarina
- Organizações que precisam de rotas diversificadas para garantir continuidade mesmo em caso de ruptura de cabos
Fortaleza é uma peça fundamental na estratégia de conectividade da Huge Networks. Para entender como essa presença pode otimizar suas rotas e reduzir latência, conheça nossos serviços de Trânsito IP e Proteção DDoS.