O** 5G** emerge como uma revolução na conectividade, prometendo transformar a maneira como interagimos digitalmente. Com sua capacidade de conectar tudo e todos, desde pessoas até dispositivos. Essa quinta geração das redes móveis inaugura uma era de comunicação ultrarrápida e experiências imersivas.
Neste artigo, exploraremos as nuances do 5G, desde suas velocidades impressionantes até sua notável redução na latência e também o desafiador cenário da segurança cibernética. E analisaremos como o 5G impulsiona não apenas a eficiência, mas também a necessidade de proteger a integridade e a privacidade dos dados.
O que você poderia fazer com mais banda e mais velocidade na sua conexão de dados? Pouco mais de 20 anos atrás, muita gente respondia essa pergunta com ideias como, por exemplo, oferecer os mais variados serviços em vídeo. Mas nessa época, infelizmente a internet de banda larga ainda não havia chegado à maioria dos consumidores, especialmente aqui no Brasil. De lá para cá, no entanto, além da demanda insaciável por vídeo em todas as redes, teve início o crescimento exponencial do número de dispositivos conectados a elas. Num ritmo que exigia uma inovação disruptiva para suprir tantas conexões. Todos os estudos sobre o assunto trazem indicadores mostrando uma demanda exponencial, de alguns milhões de conexões por volta do ano 2000, alcançando cerca de 50 bilhões de dispositivos conectados em 2030.
Uma das principais inovações que respondeu a esse desafio foi a tecnologia 5G de banda larga móvel. Ela é a 5ª geração das redes móveis, projetada para conectar praticamente tudo – pessoas, máquinas, objetos, dispositivos. Lançada em 2019, ela foi projetada para operar com velocidades de dados da ordem de vários Gbps, latência muito baixa, maior confiabilidade, maior capacidade de rede, maior disponibilidade. Resultando numa experiência mais uniforme para os usuários. E somente as tecnologias sem fio de alta velocidade poderiam dar uma resposta eficiente a uma demanda dessa ordem: nunca haveria tempo para atender com cabeamento.
Em termos gerais, o 5G permite velocidades de download cem vezes maiores do que o 4G e uma latência dez vezes menor. Os desenvolvedores criaram a tecnologia para atender à crescente demanda por consumo de dados, vídeo e conteúdo multimídia, originada em bilhões de dispositivos móveis em todo o mundo. A expectativa das operadoras é de que o 5G seja até cem vezes mais rápido que o 4G padrão, e 30 vezes mais rápido que os padrões 4G avançados.
Embora muita gente já conheça os benefícios dela nos telefones celulares, existem muito mais casos de uso do 5G. Permitir cuidados de saúde remotos é um dos casos de uso mais significativos. O outro é a transmissão de vídeo ao vivo, além de jogos em dispositivos móveis e realidade virtual. A melhoria na latência da rede 5G dá aos aplicativos e dispositivos a capacidade de se comunicarem quase em tempo real. Isso reduz as preocupações com a segurança dos veículos autónomos, por exemplo, trazendo a eles a capacidade de comunicar-se constantemente com o ambiente em torno deles, que está em constante mudança.
No entanto, à medida em que cresce o número de conexões 5G, esse crescimento representa, também, uma ampliação da superfície de ataque das redes. Portanto, crescem os riscos de segurança associados a essa tecnologia. Claro que, em comparação com as gerações anteriores, é nítido que as redes 5G representam uma superfície de ataque mais ampla devido ao número de dispositivos conectados e à infraestrutura de rede mais densa. Além disso, a sua dependência da nuvem, da virtualização e da tecnologia de rede definida por software (SDN) abre novos caminhos para a sua exploração ilegal. Os riscos são muitos, mas quatro se destacam:

Justamente por causa disso tudo, a tecnologia 5G já nasceu com uma segurança de grau muito mais elevado do que as gerações anteriores. Ela foi concebida dentro do princípio de “security by design”. Ou seja, a segurança esteve presente no seu projeto desde o início. Assim, embora não se possa dizer que uma rede 5G seja inexpugnável, no seu projeto foram adicionados a proteção da integridade do tráfego do usuário, maior privacidade do assinante/usuário, ocultação da identidade, autenticação mútua e criptografia das principais interfaces. Isso significa que os dados não estão abertos na rede, eliminando a possibilidade de furto ou espionagem.
Porém, como a maioria dos dispositivos sem fio opera com mais de uma geração de rede sem fio, pesquisadores de telecomunicações descobriram que algumas falhas no 5G permitem ataques de “downgrade”. No caso de uma conexão telefônica, os provedores podem manipulá-la para fazer downgrade dos serviços para 3G ou 4G. Depois disso, um hacker poderia explorar falhas não resolvidas nesses padrões mais antigos para realizar ataques.
Mesmo assim, essas possibilidades estão mais presentes no território da espionagem e do cibercrime apoiado por inteligência artificial do que no dia-a-dia da maior parte dos consumidores. O que é inegável é que o 5G é o mais seguro padrão de rede móvel que temos neste momento. E deve ser a primeira escolha para quem prefere alta velocidade, baixa latência e segurança muito acima dos padrões anteriores.
O 5G combina maior capacidade, menor latência e mais dispositivos conectados, mas esses ganhos dependem da rede que liga usuários, aplicações e data centers. Planejamento de rotas, capacidade e proteção precisam evoluir juntos para que a nova geração entregue uma experiência consistente.
Para operações que precisam controlar latência e disponibilidade entre regiões, uma arquitetura de Trânsito IP bem dimensionada ajuda a sustentar aplicações sensíveis a atraso sem separar desempenho de segurança.
Conteúdo institucional da Huge Networks.